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#Na sua opinião, o quanto importa? - Discussão

Ei pessoal, tudo bom?


Nos últimos tempos eu tenho conversado muito com algumas amigas sobre livros, não livros específicos, mas sobre características de um livro.
Nessas conversas as frases “isso importa muito”, ou “isso importa mais do que aquilo”, vieram a tona mais vezes do que quaisquer outras.
Decidi então criar essa “coluna” aqui no Blog da Tahis, um post (se Deus quiser semanal) com discussões sobre as nossas preferências no mundo literário.
Confesso que pensei muito em qual tema abordar primeiro, já que eu tive muitas ideias sobre o assunto, mas vou começar pelo que mais me intriga:

PORQUE ESCRITOR BRASILEIRO "PRECISA" ESCREVER HISTÓRIAS QUE SE PASSEM NO BRASIL?

Desde que comecei a ler, vejo críticas à quem escreve livros que se passam fora do Brasil.

  • Quando comecei a ler resenhas de livros: “Esse livro poderia ser perfeito caso se passasse dentro da realidade em que vivemos, mas o autor escolheu colocar seus personagens em Londres e sendo brasileiro, não fica tão bom quando o escreve em outros cenários geográficos.” Era um comentário comum dos resenhistas.
  • Quando comecei a escrever  “Deus me livre de escrever livro que se passem fora do Brasil”. Era um mantra que morava em meu coração,
MAS NÃO DEMOROU PARA EU ME DEPARAR COM: 

Stephanie Perkins, Jennifer E. Smith, Julia Quinn, Jojo Moyes dentre outras autoras famosas e aclamadas que já escreveram livros que se passam em lugares muito distantes da "realidade" delas... e só ali a minha ficha caiu!

  • O problema do leitor brasileiro, não é o cenário no qual o livro se passa, o problema é o autor nacional.
  • O problema do leitor brasileiro, não é um errinho ou outro de distância ou tempo a se percorrer uma distância, o problema do leitor brasileiro é que o autor é brasileiro.

Perceber isso foi algo que me deixou encucada e abalada.

Encucada porque não é possível que o problema do leitor de determinado país seja que o escritor daquele país possa gostar de um outro país a ponto de querer ambientar uma história nele.
Abalada porque eu perdi a chance de ler vários livros, (que depois de perceber que isso era bobeira, li) por causa de um preconceito ridículo.

Hoje, eu moro na Irlanda, e quando a possibilidade do intercâmbio sorriu para mim, a primeira opção sem pensar quando o foco do intercâmbio passou a ser inglês, foi a Irlanda, sabe porque? Porque eu tinha acabado de me encantar com o lugar e suas lendas ao ler “Por um toque de ouro”, da Carolina Munhóz.

Quando eu vim morar na Europa, eu queria muito ir a Londres, não por causa das fotos, dos pontos turísticos ou qualquer outro assunto sobre a Inglaterra, eu queria conhecer a terra na qual se passava “A promessa da Rosa”, da Babbi A. Sette

Hoje, eu tenho uma vontade imensa de conhecer Tel Aviv, e não é porque eu sou cristã e quero conhecer Israel, na verdade eu nunca quis conhecer Israel por ser cristã, mas hoje eu quero, muito, por causa da duologia “Nem tão tarde assim” da Lycia Barros.

Esses, dentre alguns outros livros, me levaram para terras distantes e lindas, assim como livros de autoria gringa que se passavam fora do país das autoras e eu realmente não consigo entender essa argumentação de que “brasileiro tem de escrever sobre o Brasil”.




Eu escrevo sobre o Brasil, eu gosto de saber exatamente onde eles estão quando digo que eles estão “em tal lugar no RJ ou estudando em tal universidade de SP”.
Eu gosto de escrever sobre coisas normais para mim, mas isso sou eu, a gente tem um monte de outros autores nacionais incríveis escrevendo sobre países mais incríveis ainda que a gente não lê, única e exclusivamente, porque o livro foi escrito por um brasileiro.

Eu sei que nem todos os livros sobre milionários americanos | ingleses do wattpad são obras primas.
Eu sei que existem livros que se passam fora do Brasil que o autor não sabe do que ele está falando.

Mas livros mal escritos existem ao redor do globo terrestre, nas mais variadas línguas, não apenas no Brasil, não apenas em português.

Mas, essa é a minha opinião e a sua, qual é?
Para você, o quão importante é que o autor nacional escreva livros que não se passem fora do país?
Vamos conversar sobre isso aqui nos comentários, eu vou gostar muito de trocar experiências com vocês sobre isso. 



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#Resenha / Opinião - Os 13 Porquês - Jay Asher

Os 13 Porquês 
 Jay Asher
Editora Ática
  
 Finalizei a leitura desse livro com um peso no coração, é um livro intenso e muito triste! Quando acabei de ler, fiquei mal, mal por saber que tem muitas pessoas nesse mundo que não se importam uma com as outras, mal por saber que as pessoas preferem perder um amigo do que perder a piada, mal por saber que muitas acham isso tudo uma frescura que hoje em dia não se pode mais brincar. Essas pessoas não sabem o que a outra pessoa está passando, não sabe o quanto aquela brincadeira de mal gosto pode deixar a pessoa ainda pior. enfim, é um livro que deveria ser lido por todos os jovem e adultos possíveis, ainda mais nos tempos de hoje onde tudo é levado na brincadeira.

Não irei falar da história em si, pois todos já sabem do que se trata, mas sim a minha opinião sobre o livro e tudo mais.
   Falar de um livro que vem mexendo com todos é bem difícil. Esse livro está no mercado editorial desde 2014, e trás um assunto em pesado, pesado para uma sociedade hipócrita, uma sociedade que venda os olhos para as coisas importantes, mas que é aberta a tantas besteiras a tantas coisas estupidas que você para e pensa : “O que que eu estou fazendo aqui”?
    O livro aborda um dos assuntos que nos últimos anos veio aumentando consideravelmente entre os jovens, o bullying esse é o fato principal, mas diante dele, várias outras coisas vão aparecendo e acabam influenciando a pessoa a se sentir a pior pessoa do mundo. A Depressão.
Acho que todos já sabem o que se passa nessa história, certo, então vamos pular essa parte e ir direto ao que interessa, que é como o mundo anda cruel, como os jovens andam cruéis, andam mesquinhos, andam querendo se provar, andam querendo serem melhores que os outros, passando uns por cima dos outros, sem se importarem com os sentimentos.
A série veio para mostrar como segregar uma pessoa, só faz ela se senti mal, a  auto-estima baixa, parecendo que ela não merece viver ou conviver com as pessoas. A série veio para abrir os olhos até dos adultos mesmo, quem nunca riu daquela de um apelido que engraçado na escola? Quem hoje em dia não ri de piadas machistas, piadas homofóbicas? A série não fala somente de uma pessoa que foi excluída por ser uma garota, a série/livro ao meu ver engloba todas as situações, você não é melhor que ninguém para ditar quem é merecedor disso ou daquilo, suas atitudes e palavras machucam, ferem as pessoas, fazem com que elas mesmo se desprezem e chega um ponto que ela não vai aguentar tal pressão e vai pelo caminho mais fácil, triste , porém mais fácil e a culpa é de quem? Dela, que escolheu essa opção? Ou sua que não ligou para os sentimentos dela?


"Ninguém sabe ao certo o impacto que tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito"


     Assistindo essa série e lendo o livro, eu percebi como temos em nossa sociedade, jovens como os personagens do livro, como a história se repete, e eu me pergunto, mas porque ela se repete? Não temos capacidade de enxergar o quão mesquinho são nossas palavras e atitudes com essas pessoas? Será que é difícil se colocar no lugar do outro e pensar “eu não ia gostar se fosse comigo”.O que falta hoje é empatia, solidariedade, amor, amizade e compreensão. E isso a gente aprende dentro dos nossos lares, dentro das escolas, mas temos que ter força de vontade e parar de pensar que o grupo tal ou grupo de fulano, zoa assim, faz isso assim ou assado, temos que parar de seguir os outros e provar a eles que pode sim se divertir, sem ofender e diminuir os outros.
   Andei lendo alguns comentários na blogsfera sobre a série e respeito demais a opinião de cada um, (deixando isso bem claro aqui) mas, li que isso que a Hanna fez, gravar as fitas, era como uma "vingança". Eu, Tahis, não vejo como uma vingança, mas sim um forma de deixar os responsáveis cientes do que fizeram ou falaram, foi uma forma de conscientizar que certos comentários, mentiras, e atitudes, podem afetar a vida das pessoas. Não vi como uma forma de vingança. 
  Também li, que a série, seria como uma influência para os jovens cometerem suicídio, okay, isso eu até concordo um pouco, mas a série veio para mostrar para a sociedade o que é o bullying e como ele faz as pessoas se sentirem, como ele afeta a vida em sociedade, a vida emocional da pessoa, como deixa a pessoa deprimida e excluída. Essa série veio para dar um choque de realidade, gente, pelo amor de Deus, acho que TODOS precisam parar de criticar as coisas, de tentar tapar o sol com a peneira, essa série é uma realidade, ninguém sabe o que se passa com os jovens e adolescentes de hoje, ninguém, e acho que a série veio para mostrar isso, as vezes eles são o sinal mas ninguém tem tempo para perceber ou acham que é frescura ou oura coisa. Vamos parar de culpar a vítima, vamos ajudar ao invés de julgar, não sabe o que dizer ou fazer se perceber algum comportamento estranho, procura ajuda de um profissional para te orientar a lidar com a pessoa, mas não julgue ela e não diga coisas que podem coloca-la ainda mais para baixo.
  Essa resenha, foi meio que um desabafo, não sei rs' mas me empolguei e espero que tenha conseguido passar o que senti lendo esse livro e assistindo a série. Deixe nos comentários que achou da série, do livro, de tudo.