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#Na sua opinião, o quanto importa? - Discussão

Ei pessoal, tudo bom?


Nos últimos tempos eu tenho conversado muito com algumas amigas sobre livros, não livros específicos, mas sobre características de um livro.
Nessas conversas as frases “isso importa muito”, ou “isso importa mais do que aquilo”, vieram a tona mais vezes do que quaisquer outras.
Decidi então criar essa “coluna” aqui no Blog da Tahis, um post (se Deus quiser semanal) com discussões sobre as nossas preferências no mundo literário.
Confesso que pensei muito em qual tema abordar primeiro, já que eu tive muitas ideias sobre o assunto, mas vou começar pelo que mais me intriga:

PORQUE ESCRITOR BRASILEIRO "PRECISA" ESCREVER HISTÓRIAS QUE SE PASSEM NO BRASIL?

Desde que comecei a ler, vejo críticas à quem escreve livros que se passam fora do Brasil.

  • Quando comecei a ler resenhas de livros: “Esse livro poderia ser perfeito caso se passasse dentro da realidade em que vivemos, mas o autor escolheu colocar seus personagens em Londres e sendo brasileiro, não fica tão bom quando o escreve em outros cenários geográficos.” Era um comentário comum dos resenhistas.
  • Quando comecei a escrever  “Deus me livre de escrever livro que se passem fora do Brasil”. Era um mantra que morava em meu coração,
MAS NÃO DEMOROU PARA EU ME DEPARAR COM: 

Stephanie Perkins, Jennifer E. Smith, Julia Quinn, Jojo Moyes dentre outras autoras famosas e aclamadas que já escreveram livros que se passam em lugares muito distantes da "realidade" delas... e só ali a minha ficha caiu!

  • O problema do leitor brasileiro, não é o cenário no qual o livro se passa, o problema é o autor nacional.
  • O problema do leitor brasileiro, não é um errinho ou outro de distância ou tempo a se percorrer uma distância, o problema do leitor brasileiro é que o autor é brasileiro.

Perceber isso foi algo que me deixou encucada e abalada.

Encucada porque não é possível que o problema do leitor de determinado país seja que o escritor daquele país possa gostar de um outro país a ponto de querer ambientar uma história nele.
Abalada porque eu perdi a chance de ler vários livros, (que depois de perceber que isso era bobeira, li) por causa de um preconceito ridículo.

Hoje, eu moro na Irlanda, e quando a possibilidade do intercâmbio sorriu para mim, a primeira opção sem pensar quando o foco do intercâmbio passou a ser inglês, foi a Irlanda, sabe porque? Porque eu tinha acabado de me encantar com o lugar e suas lendas ao ler “Por um toque de ouro”, da Carolina Munhóz.

Quando eu vim morar na Europa, eu queria muito ir a Londres, não por causa das fotos, dos pontos turísticos ou qualquer outro assunto sobre a Inglaterra, eu queria conhecer a terra na qual se passava “A promessa da Rosa”, da Babbi A. Sette

Hoje, eu tenho uma vontade imensa de conhecer Tel Aviv, e não é porque eu sou cristã e quero conhecer Israel, na verdade eu nunca quis conhecer Israel por ser cristã, mas hoje eu quero, muito, por causa da duologia “Nem tão tarde assim” da Lycia Barros.

Esses, dentre alguns outros livros, me levaram para terras distantes e lindas, assim como livros de autoria gringa que se passavam fora do país das autoras e eu realmente não consigo entender essa argumentação de que “brasileiro tem de escrever sobre o Brasil”.




Eu escrevo sobre o Brasil, eu gosto de saber exatamente onde eles estão quando digo que eles estão “em tal lugar no RJ ou estudando em tal universidade de SP”.
Eu gosto de escrever sobre coisas normais para mim, mas isso sou eu, a gente tem um monte de outros autores nacionais incríveis escrevendo sobre países mais incríveis ainda que a gente não lê, única e exclusivamente, porque o livro foi escrito por um brasileiro.

Eu sei que nem todos os livros sobre milionários americanos | ingleses do wattpad são obras primas.
Eu sei que existem livros que se passam fora do Brasil que o autor não sabe do que ele está falando.

Mas livros mal escritos existem ao redor do globo terrestre, nas mais variadas línguas, não apenas no Brasil, não apenas em português.

Mas, essa é a minha opinião e a sua, qual é?
Para você, o quão importante é que o autor nacional escreva livros que não se passem fora do país?
Vamos conversar sobre isso aqui nos comentários, eu vou gostar muito de trocar experiências com vocês sobre isso. 



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36 comentários:

  1. Tudo bem? Curti o post e é um assunto interessante e muitas vezes até polêmico na blogosfera. Primeiro de tudo pela falta de RESPEITO tanto do leitor com o autor, quanto do autor para com o leitor. Gosto é algo muito delicado. Afinal o que seria do amarelo se todos nós gostássemos apenas do azul?
    Mas voltando ao assunto.. Algumas vezes concordei e discordei das suas afirmações. Eu prefiro em geral leitura estrangeira sim e não vejo problemas com isso. Temos autores bons aqui? Claro! E acompanho muitos até.. Mas tive uma cota de mesmice, maluquice e modinha que não colocou pra mim! Óbvio que não conheço todas as obras e autores nacionais. Mas essa é a MINHA experiência!

    Eu não tenho problema com obra nacional ou com o livro do autor nacional se passar em outro país. Tenho problema com livros que querem copiar uma pegada estrangeira e perde completamente suas referências; já li certo livro que era uma cópia escarrada de junção de seriados estrangeiros (moda vampiro) - já li uns contos sem pé nem cabeça. Mas já li obras nacionais incríveis e uma grande maioria (novos autores) infelizmente nem tanto.
    Alguns dos livros que eu amei, o autor tem uma maturidade fantástica na escrita e um carisma que acompanha sua escrita e seus personagens nos atinge de tal forma que até mesmo um gênero que não seria inicialmente algo de primeira escolha, acaba se tornando algo que eu sempre estou indo atrás para ler mais.. é a Babi A. Sette. Tem outros autores nacionais que eu curto bastante como o Montes, por exemplo.

    Uma coisa que me desestimulou a resenhar obras nacionais foi que me deparei com muitos autores imaturos, que não aceitam uma crítica e olha que sou muito educada e ponderada ao falar do "filho" de alguém. Mas ainda assim, diversas vezes eu fui incomodada por autores que queriam mudar minha opinião de qualquer maneira. Acho que não é por aí!

    Independente de nacional ou não. Quando gostamos gostamos.. Quando não.. não tem quem mude isso.

    O povo em geral com o qual me relaciono ama eróticos, eu DETESTO! Mas respeito completamente o gosto do colega. Pois não somos obrigados a gostar ou desejar ou ler algo simplesmente por alguém dizer que deveria ou ser do gosto dele.

    Em relação a livros de autores nacionais que se passam fora do Brasil eu posso dizer que já li uns que curti. Mas teve uns que o problema foi a ambientação, o estudo que o autor tem de ter com determinada coisa quando resolve inserir na sua obra.. E já peguei várias gafes, que não foi simplesmente algo que o autor criou em Londres, por exemplo, foi erro mesmo! Falta de conhecimento e aprofundamento do próprio lugar no qual o autor resolveu por seus personagens.

    Então pra mim o importante é todos os autores ao desenvolverem suas obras não pensarem em copiar um pouco dali e daqui.. Sei que sofremos influências.. Mas não dá para ser algo com aquela sensação de li isso no livro x..
    Ou mesmo ter um conhecimento sobre o que está escrevendo se não for de todo uma ficção e inserir locais e coisas reais.. Pois é muito ruim pegar um livro e ver que o autor citou uma coisa inexistente ou incoerente.

    Beijos.

    www.alempaginas.com

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    Respostas
    1. Karini : A
      Eu: Lindíssima, falou tudo.

      Nossa, eu não posso nem imaginar essa questão das resenhas de livros nacionais, felizmente gostei de todos que fiz resenha, o que não quer dizer que todos foram 4 ou 5 estrelas, mas num geral, eu sou agradará por boas histórias, então pouco me importa se elas são nacionais ou gringas, no geral, eu quero é ler histórias pesadas críticas m temas fortes pra adolescente aprender a ser gente e respeitar os outros ou romances cristãos, e eu amo os romances cristãos nacionais, e os livros sobre bullying, anorexia, bulimia, automutilação, morte... dentre outros, estrangeiros.
      Então acho que consigo o melhor dos dois mundos hahaha.

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  2. Olá! Super curti esse post! Você tocou em muitos pontos! Olha, eu gosto de ler. Seja autores nacionais, internacionais, romance, terror, thriller, suspense.. O que eu gosto é de boas histórias, sejam retratadas aqui no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo!
    Como você bem disse, histórias mal escritas vão existir em qualquer lugar do mundo, ambientadas em qualquer lugar, que não vai fazer diferença se aqui ou na China.
    Eu como leitora, acredito que tem que parar esse preconceito, e aos escritores, se vão fazer um livro sei lá onde, pesquisem, estudem antes de jogar o lugar de qualquer jeito na narrativa. E isso não só referente ao lugar, mas sim a história como um todo!
    Enfim, cada um lê o que quer, se não gostou, paciência e respeito.


    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

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    Respostas
    1. Aline: A
      Eu: Lindíssima, falou tudo!

      Hahahahahahaha
      Amei seu comentário e me identifiquei muito!

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  3. Eu honestamente não me importo. O que me importa é a história ser boa. Se eu quisesse historias pelo Rio, eu tenho varias. :D

    Beijinhos

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

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    1. ♥️
      Quanto amor esse simples comentário
      Bjs

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  4. Gostei muito da proposta dessa "coluna" rs Gosto de discutir livros e literatura, de ver outros pontos de vista e acho que uma coluna assim atende totalmente esse propósito :) Sobre os autores nacionais, vejo a coisa desta maneira: o problema não é o livro ser ambientado fora do país, o problema é o livro ser mal escrito no sentido de ter problemas de continuidade e ambientação. Mas não acredito que isso seja um problema do autor brasileiro, como você mesma escreveu, livros ruins existem nos quatro cantos do planeta. Particularmente, não tenho lido livros no Wattpad mais (a não ser que venha por indicação e eu goste da sinopse). Acho que quase dez anos escrevendo e lendo fanfics me deixaram um pouco saturada desse nicho em específico - e eu sei que existem muitos autores bons por lá, mas eu teria que garimpar e isso é inviável pra mim hoje. Excelente post, quero voltar mais vezes :)

    https://dementelucidez.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Jessica Almeida, eu tenho muita dificuldade pra ler no Wattpad também, mas acho que é porque poucos autores lá fazem revisão, leitura crítica e tudo mais... E os autores publicados tem todo esse aparato, então é bem mais fácil garimpar a obra.

      Entendo o que cê falou e concordo!

      10 anos escrevendo fancic ? Acredita que nunca escrevi uma?

      Beeeeijos
      Tay.

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  5. Olá!
    Uau que post e que assunto hei. Super amei!
    Eu particularmente amo nossos autores nacionais. Ultimamente ando lendo bastaste livros nacionais, e em cada leitura eu fico mais orgulhosa. Pra mim tanto faz, se eles vão escrever histórias que se passam aqui no Brasil ou fora. Não tenho nenhum preconceito à isso. Mais concordo, que muitos ainda carregam essa bobeira, e acabam perdendo grandes leituras. Não vou mentir, histórias que se passam aqui, são bastante convidativa e as cenas das histórias aparecem com maior facilidade. Porém, é sempre bom trabalhar a criatividade e o imaginário, e conhecer nem que seja imaginando mesmo, outros lugares, outras culturas né. Afinal, os livros foram feitos para isso, para nos fazer voar, mesmo sem ter asas. É por isso que amo meus livros. hahaha
    Adorei o papo! Bjos

    www.momentosdeleitura.com

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    Respostas
    1. Polly, linda!
      Seu comentário me definiu! Hahaha.

      Beeeijos

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  6. Gostei do post, mas acho que cada autor ao escrever histórias deve pesquisar e se puder visitar os países para melhorar a ambientação.
    Histórias são histórias, são boas em qualquer lugar.

    osvandir.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Acho que da mesma forma que as pessoas escrevem romance histórico/de época, sem precisar voltar no tempo, da pra escrever boas histórias em outros países com uma boa pesquisa.

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  7. Olá, entao, eu nao tenho problema algum mas as vezes sinto que ao escrever sobre outros países o autor nacional só quer copiar o estrangeiro, sabe? No meu entendimento, temos pano de fundo suficiente pra render excelentes histórias por aqui, depois de ter escrito algo sobre algo mais "próximo" aí sim é ok expandir os horizontes, sabe? Sei que nao é opinião unanime mas penso assim, no entanto, nao deixaria de ler algum livro só pela ausencia desses fatores.

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    Respostas
    1. Acho que no seu caso é algo mais "por valorizar o que temos", entendi.

      Eu gosto de escrever sobre o Brasil, mesmo morando na Irlanda há quase um ano e meio maximo que consegui foi um conto em inglês, anida nao consegui escrever nem uma linha em Português que se passasse fora do Brasil... Nao sei se por costume ou pq só não tentei.

      Um caso a se pensar
      Beeeeijos

      Excluir
  8. Oi, Thayana.
    Acho que as pessoas simplesmente problematizam demais as coisas. Ficam procurando qualquer motivo para criticar, por puro despeito. Cada autor escreve sobre o que bem quiser... E daí que o autor é brasileiro e sua história se passa na Inglaterra. E daí que o autor é inglês e sua história acontece na China?! Como se as pessoas estivessem presas e amarradas aos lugares onde vivem!!
    Existem inúmeras histórias que se passam no Brasil que não tem absolutamente nada a ver comigo e não me sinto nem um pouco próxima. E aí?! Fora que daqui a pouco vão começar a reclamar que o autor é do Rio de Janeiro e seu livro se passa em Minas Gerais... Ou ele mora na capital e sua história se passa no interior, então não pode!! Que chato isso!
    No fundo, o povo reclama demais!! Rs...
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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    Respostas
    1. Exatamente!
      Tem a chance da história ser super brasileira e você não se identificar em nada pq a história não cativou você a isso, é tem chances de você ser do Sul, a história se passar no Acre e você super se identificar.

      Eu tbm acho que as pessoas ficam procurando coisa onde não tem.

      Excluir
  9. Pra mim tanto faz, contando que no contexto da história a localização faça sentido - não da pra escrever é uma história que se passa na India, mas o contexto cultural é brasileiro...

    Tem sorteio novo la no blog, te convido a participar! http://www.cobaiaamiga.com/2018/03/resumo-da-semana-sorteio-makes.html

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    1. Aaaaa Vi, vai dar seu conselho sobre contexto pra Glória Perez que eu não aguento mais as novelas se passando na India/Marrocos/Turquia e TODO MUNDO falando português hahahahaha

      Brincadeira, entendi o quer dizer e concordo!
      Já tô correndo lá pra participar do sorteio.

      Excluir
  10. Oie, tudo bom?
    Eu adoro ler livros que se passem no Brasil, mas não deixo de ler por se passar em lugar diferente. Que onda desse pessoal... Contanto que a narrativa seja boa, eu tõ lendo!

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    Respostas
    1. "Contanto que a narrativa seja boa, eu tõ lendo!"
      Eu mesma, Tayana Alvez!
      Hahahaha

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  11. Antes de ter o blog eu sempre tive um preconceito com livro nacional. E sem motivo nenhum. Não tinha um ponto, tipo esse da ambientação, era pura bobagem mesmo. Sempre preferi livro estrangeiro. Até que com o blog tive oportunidade de conhecer várias autores, e li vários livros maravilhosos. Sim, teve aqueles que não foram experiências boas, mas teve muito mais os que foram.
    Sobre a ambientação, confesso que eu não me importo com isso, mas quando se passa no Brasil eu fico bem contente, já que é difícil pegar um livro internacional que se passe aqui.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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    Respostas
    1. Dessa, acho que nunca li um livro gringo que se passe no Brasil, e eu super entendo sua preferência, como eu disse no post, eu me identifico muito mais com escrever sobre lugares que são palpáveis para a minha mente, rs.

      Grande beijo.

      Ah, também comecei os nacionais por causa do blog!

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  12. Olá!

    Eu sei que existe muito preconceito com a literatura nacional. Os leitores são mais exigentes e inflexíveis quando se trata de livro escrito por brasileiro e eu também já olhei torto para a literatura nacional. Porque eu tinha meus motivos: tinha esbarrado em péssimas histórias e acabei por generalizar.

    Coloquei como meta para este e os próximos anos ler mais livros brasileiros e tudo em que menos penso é se o livro vai se passar no Brasil ou não. Isso não me importa.rsrs Só necessito que a história me agrade. Porque não tenho a menor obrigação de amar um livro só porque o autor é do meu país. Tem gente que também acha que somos obrigados a só falar bem da literatura do Brasil. E isso para mim é pura ignorância. Eu, por exemplo, odeio um dos livros que você mencionou: A Promessa da Rosa. E já disse isso com todas as letras. Me apaixonei pelo O Despertar do Lírio, da mesma autora, mas A Promessa da Rosa faz meu sangue ferver só de lembrar.

    Claro que se eu quiser ler um livro ambientado no Brasil preferirei que seja escrito por um autor que viva aqui, de preferência que seja brasileiro. Já li alguns livros estrangeiros sobre o Brasil e os autores só falaram asneira.

    Bjs!

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    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Hahaha Luna, eu super entendo seu problema com livros com histórias ruins. Mas, o que me motivou a escrever esse post foi essa noção de história ruim, por exemplo, um monte de gente que considera o John Green um bom autor e diz que não lê livro nacional, porque os autores não são bons.
      Gente, o John green nao escreve bem, ponto.
      Eu amo a culpa é das estrelas e sei que tartarugas até lá embaixo talvez seja algo que consolide a carreira do autor, mas não da pra ler os outro livros dele sem sofrer pensando "não acredito que paguei por isso".
      Ele tem muitos fãs, é muito difícil levantar essa discussão sem ofender ninguém, mas ele não é o talento que falam.
      Mas, as mesmas pessoas que leem John Green dizem para mim que a literatura nacional é ruim.
      Eu choro.
      Apenas.
      Eu amo tanto a promessa da Rosa, justamente pela história, pelo fato da mocinha não ser "Uma mocinha a frente do seu tempo que fez várias merdas e mesmo assim o cara ficou com ela porque o amor vence no final", aquilo era há séculos atras, o amor não vence uma reputacao corrompida, não mesmo! E parece que TODA autora de romance de época esqueceu disso...
      Tenho O despertar, mas Ainda não li.
      Amei a sinceridade do seu comentário!

      Excluir
    3. Tayana, eu só li A Culpa é das Estrelas e é uma das minhas paixões. Chorei demais com esse livro e se fosse me basear apenas nele diria que o John Green escreve bem, sim. Mas como não conheço outros livros dele não só a melhor pessoa para defendê-lo ou acusá-lo.rsrs

      Quanto ao livro A Promessa da Rosa: a reputação da mocinha não ficou estraçalhada só por conta dela. Na verdade, boa parte da culpa (senão toda) foi do Arthur. Um imbecil que preferiu acreditar numa carta incompleta entregue por alguém que ele mal conhecia. Só um retardado daria ouvidos a algo tão superficial, inconclusivo. Ele acreditou no que quis e era mais conveniente para ele. Sempre se preocupou mais com sua posição como duque do que qualquer outra coisa, mesmo ao querer a mocinha que era alguém inadequada para ele, bem diferente do seu modelo ideal de esposa.

      Ele arruinou a reputação dela quando durante o relacionamento se exibiu tanto com ela em público. Ela era ingênua, por mais a frente da época que fosse. Ele era o experiente, quem conhecia melhor a sociedade na qual vivia, mas não podia uma oportunidade de se exibir em público, com toques e beijos escandalosos. Os pais dela toleravam porque existia um acordo de casamento. Quando rompeu com ela daquela maneira abrupta ele deveria saber o que aconteceria. Se importou? Não. Nem por um instante. Ele destruiu a vida dela. Em todos os sentidos. E arruinou também sua família, pois ainda teve a audácia, a cara de pau de cobrar indenização pelo rompimento. É um desgraçado que merecia queimar no quinto dos infernos.

      Eu teria amado o livro se depois de tudo o que passou por culpa daquele desgraçado a mocinha tivesse recomeçado sua vida com outra pessoa e não ele. Foi o fato de ela voltar para ele que me fez odiar de vez o livro. E o cretino ainda teve a coragem de planejar casamento com outra e desejar manter a mocinha para sempre como amante. Isso é um mocinho? Não para mim. Em nenhuma época ou lugar.

      Excluir
    4. É um desgraçado que merecia queimar no quinto dos infernos.
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Eu acho que é por esses conflitos que eu não gosto de ler romance de época-histórico, para mim é muito claro que um Duque jogaria sim a mocinha na sarjeta se ela desse um pio fora do tom.
      A sociedade era assim e ponto.
      Me dá nos nervos de ver uns velho (25-35 anos) vendo mocinhas de 16-18 anos debutarem para escolher uma delas como esposa e se passar dessa idade eles não casam mais.
      Eu tenho horror a essa dinâmica.

      Outro ponto que acho QUE é o fato dos pais dela tolerarem ele tratá-la como uma prostituta no meio das festas-teatros pq havia um contrato de casamento, eles estavam vendendo a filha, e aquilo era normal naquela época QUE

      Assim que eu voltar para o Brasil vou dar uma chance para O despertar do lírio.

      beeeijos

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  13. Olá! Tudo bom?

    Realmente existe essa de que escritor brasileiro deve criar histórias que se passem no Brasil e blá blá blá, confesso que nunca gostei disso. Particularmente gosto bastante de quando escrevem sobre o Brasil, meu país uai, mas quando eu leio eu gosto de poder conhecer um pouco do que para mim era até então desconhecido, novos ambientes, costumes e tudo isso, pois fico com vontade de conhecer tudo isso que é descrito nas páginas. Porém é aquilo né, a pessoa tem que saber do que está falando e pesquisar bastante sobre, já li livros de autores nacionais que se passam em outros países e foi horrível e vice-versa.
    Não tenho preferencia sobre a localidade em si, só gosto quando o autor de fato pesquisou sobre ♥

    Beijos

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  14. E não vejo problema algum, mas tenho lá meus poréns. A Julia Quinn como você mesma citou, escreve sobre a Londres da regência, um lugar onde ela não mora e sobre uma época que ela sequer presenciou. Mas lendo as histórias dela podemos ver claramente seu embasamento teórico, os lugares sendo mencionados, os parques, os costumes, os rios, as ruas... há uma pesquisa. Quando o autor quer escrever sobre algo que ele não domina a pesquisa é obrigatória, e quando digo autor é qualquer autor, não só os nacionais.
    Infelizmente já tive experiências com alguns livros nacionais não muito boas em termos de ambientação porque as autoras não se deram ao mínimo trabalho de pesquisar. Ambos eram ambientados nos EUA e não havia nome de nada, a movimentação dos personagens era totalmente estranha, então porque ambientar sua história em grande buraco negro? É meu único problema. Quer escrever sobre qualquer país? Ótimo, mas pesquise!

    Beijos

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  15. Eu gosto muito dos livros nacionais que se passam no Brasil, que exploram nossa cultura e que descrevem o nosso dia a dia. Já escrevi três livros e todos se passam aqui e acho que assim, pode acontecer uma identificação com o leitor quando ele vê lugares que conhece ou que estão dentro da sua realidade poder conhecer. Acho que não existem generalizações, mas é um preferencia minha.
    Beijos

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  16. Olá!
    Que assunto polêmico hein!
    Mas então eu amo ler independentemente de ser nacional ou não. Pra mim sempre o que vai contar é se o livro é bom e tem uma boa trama.
    Infelizmente vejo que tem muitos problemas entre blogueiros e autores nacionais. De um lado não gostam de ser criticados mesmo que essa seja uma construtiva e feita com respeito, acho que falta maturidade e do outro lado, traquejo em lidar com as palavras, pra você falar de um livro não precisa denegrir o autor e vejo muito isso e é bem chato.
    Tento fazer resenhas sobre livros que gosto, mas nem sempre todas as leituras irão me agradar, nesses eu tento falar sobre o que não gostei, mas de forma respeitosa.
    Não vejo problemas sobre a narrativa trazer o cenário brasileiro, até porque temos autores maravilhosos que descrevem tão bem cenários que nos deixam com vontade de conhecer vários estados.
    Mas infelizmente também temos autores que só querem lançar livros nas plataformas sem o menor cuidado com o que estão escrevendo, sem pesquisar não apenas locais, mas sobre os assuntos que querem retratar, pra compor os personagens de forma consciente, além da falta de uma boa revisão e isso também faz muita diferença no julgamento dos leitores em relação aos livros lá de fora.
    Acho que será uma eterna discussão né.
    Beijos!

    Camila de Moraes

    ResponderExcluir
  17. Olá, tudo bom?

    Ok, vamos sentar e conversar, que isso dá uma bela discussão, rs. Eu não me importo sobre o local em que a história se passa. Sério, para mim pode se passar em qualquer lugar do mundo, o importante é o desenvolvimento dessa história. Só que, se o local é uma coisa fundamental para a história como, por exemplo, uma mudança drástica que um personagem faz - como ir para outro país fazer intercâmbio - então o local em que se passa deve ser bem desenvolvido - se isso quer ser destacado na obra. O que eu acho estranho, as vezes, é ver, por exemplo, personagens americanos falando gírias brasileiras, sendo que nunca viveram aqui ou até mesmo conhecem o nosso país. Não é verossímil, sabe? Mas quando o local é bem explorado, com costumes, cultura, língua, etc., eu fico tão envolvida na história que me dá vontade de ver tudo aquilo pessoalmente. Uma boa pesquisa faz isso e consegue inserir o leitor ainda mais na história.
    Lógico que, cada um pode escrever a história que desejar, já que possuem essa liberdade criativa. Só me animo mais quando o cenário que eu descrevi, acontece na obra. E acho legal quando escrevem no Brasil - tirando o eixo RJ-SP - já que eu acabo viajando para outras partes do nosso país sem sair do meu quarto. Mas isso não tem que ser obrigatório e acho que temos que ter a liberdade para escrever sobre aquilo que nos sentimos confortáveis.
    Quando vou fazer uma resenha de uma obra, nem me atenho a isso, só chamo a atenção se for algo que realmente me encantou demais, mas sempre tento ser respeitosa com a pessoa que escreveu - seja criticando ou elogiando. Eu gosto de destacar a grande pesquisa que esta fez para criar o livro, pois pode ser algo que me fascinou. Acho que é isso, devemos escrever aquilo que queremos, somos confortáveis e podemos fazer isso sore qualquer lugar do mundo.

    Enfim, adorei a postagem, quero ver outras discussões assim :)
    Abraços.

    ResponderExcluir
  18. Olá,

    É interessante o assunto que você abordou nessa coluna. Não falo que todos são assim, mas tive experiências muito ruins com livros nacionais que não se passavam no Brasil, por exemplo quando li Baia da Esperança da Jojo Moyes, fiquei morrendo de vontade de conhecer a Austrália, de tão bem descrito que era o local onde se passava a história. Só que li uns dois livros em que as autoras não pesquisaram muito sobre o lugar onde a história se passava e foram os furos que me desagradaram, gosto de ler algo e ter a sensação de "nossa, o autor realmente pesquisou sobre o assunto/local". Tirando isso, adoro conhecer novos livros nacionais.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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  19. Oi, tudo bem?
    Eu adorei o tema que você trouxe nesta coluna. Realmente, já vi muitas pessoas reclamando de livros nacionais que se passam em outros lugares, mas isso nunca me incomodou. Para mim, tanto faz a nacionalidade do autor e onde irá se passar a história, contando que ele consiga descrever o ambiente em que a trama se passa de uma maneira que eu consiga me imaginar nesse lugar.
    Claro que amo livros que se passam no Brasil, especialmente aqueles que mostram lugares que eu conheço. Mas também adoro conhecer novos lugares pela perspectiva dos autores e não me incomodo nem um pouco quando vejo livros nacionais ambientados em outros lugares.
    Acho que do mesmo modo que vários autores estrangeiros escrevem livros que se passam em países que não são os deles, não tem problema nenhum os autores nacionais fazerem o mesmo. O que importa para mim é a história que está sendo contada e a habilidade demonstrada pelo autor para me prender, independente de onde o livro será ambientado.
    Beijos!

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  20. Olá, tudo bem ?
    Em minha opinião eu acredito que um autor nacional deve sim escrever um livro com cenário nacional. Onde um autor estrangeiro escreve um livro que se passa fora de seu país? Outro grande problema que acho é a americanização dos nomes dos personagens, deixando tudo muito chato e estranho de se ler. Prefiro sim, que autores nacionais valorizem nosso Brasil em seus livros.

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  21. Olá!
    Eu amei essa coluna, faça mais com certeza, você começou muito bem, pois esse tema é polêmico e pouco discutido. Hoje, com o meu blog, estou em um momento de leituras nacionais, sempre defendi e sempre vou defender, além de ter muito orgulho por 3 anos seguidores os melhores livros que li no ano foram nacionais, isso pq no mesmo ano li autores renomados como Stephen King. Quanto a ambientação, pra mim pouco importa se é no Brasil ou lá fora. O legal de ser ambientado no Brasil é o fato de vc estar mais familiarizado com aquela realidade e consegue imaginar melhor o lugar ou até mesmo por você já conhecer, mas em contra partida, ler livros ambientados lá fora nos faz conhecer novas culturas, despertar novos interesses, como foi quando li Poder Extra G da Thati Machado, que é ambientado na Argentina e nos traz tantas coisas gostosas de lá que da muita vontade de conhecer. Mas o preconceito existe mesmo e sempre vai existir, pois ignorantes de mente fechada há aos montes. Parabéns pela coluna, amei demais!
    Beijos,
    Traveling Between Pages

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Olá, que bom ter você aqui no meu cantinho, obrigada pela visita e pelo seu comentário, saber a sua opinião é muito importante! Volte sempre!